A dispensa de trabalhadores temporários no primeiro trimestre de 2019 foi a maior em sete anos. O grupo de empregados com esse tipo de contrato teve redução de 790 mil pessoas, na comparação com os últimos três meses de 2018. É no último trimestre de cada ano que ocorre boa parte dessas contratações.

Os dados são da pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na semana passada.

As dispensas dos temporários ocorreram principalmente na administração pública, onde houve desligamento de 366 mil trabalhadores, muitos deles professores contratados para trabalhar entre março e dezembro.

No comércio, foram demitidos 114 mil temporários; na construção civil, 106 mil; e na indústria, 60 mil. "É um dado que dialoga com o atual momento do mercado, de baixa retenção de trabalhadores", diz Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimentos do IBGE.

A falta de disposição do empresariado para abrir vagas elevou o número de desempregados para 13,4 milhões e fez a taxa de desemprego subir a 12,7% nos três primeiros meses do ano. O desemprego cresceu em 13 estados brasileiros mais no Distrito Federal no primeiro trimestre do ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira.

As maiores taxas foram observadas em Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). No Rio de Janeiro o índice ficou estável.

A taxa cresceu, na passagem de trimestre em Acre, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Mato Grosso, Distrito Federal, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Ceará, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

As maiores variações, em relação ao trimestre anterior, foram em Acre (alta de 4,9 pontos percentuais), Goiás ( 2,5) e Mato Grosso do Sul ( 2,5). Nas outras 13 capitais, incluindo o Rio de Janeiro, a taxa ficou estável nessa mesma comparação, em 15,3%.

Com relação ao primeiro trimestre do ano passado, só quatro estados tiveram alta na taxa: Roraima, Acre, Amazonas e Santa Catarina. Ceará, Minas e Pernambuco tiveram queda na taxa e, nos demais, ela ficou estável.

Além da subutilização, a população desalentada, aquela que desistiu de procurar emprego, chegou a 4,8 milhões e também bateu recorde no primeiro trimestre.

Desse total, 60,4% (2,9 milhões) estavam concentrados no Nordeste. Os maiores contingentes estavam na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil) e os menores em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).
Fonte: Jornal do Comércio

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